Hipermetropia: o que é, sintomas e tratamento

Hipermetropia é um dos distúrbios refrativos mais comuns, afetando milhões de pessoas no mundo. Caracteriza-se pela dificuldade em enxergar objetos próximos com nitidez, enquanto a visão à distância costuma permanecer mais clara.

Essa limitação pode afetar atividades simples do dia a dia, como ler, usar o celular ou trabalhar no computador, além de provocar cansaço visual e dores de cabeça.

Com o avanço da oftalmologia e o desenvolvimento das cirurgias refrativas a laser, hoje é possível corrigir a hipermetropia de forma segura, rápida e duradoura.

O procedimento tem se tornado uma excelente alternativa para quem deseja independência dos óculos e lentes de contato, retomando a liberdade visual com conforto e qualidade de vida.

O que causa a hipermetropia

A hipermetropia ocorre quando o globo ocular é mais curto do que o normal ou quando a córnea tem uma curvatura insuficiente. Como resultado, os raios de luz são focados atrás da retina, em vez de sobre ela, o que provoca dificuldade para enxergar de perto.

Embora possa surgir em qualquer idade, é comum que o grau aumente com o passar dos anos, e muitos pacientes notam piora dos sintomas por volta dos 40 anos — período em que a presbiopia (ou vista cansada) também começa a se manifestar.

Fatores genéticos exercem papel importante no desenvolvimento da hipermetropia, mas traumas oculares e algumas doenças oculares também podem contribuir.

Sintomas mais comuns

Os principais sinais da hipermetropia incluem:

  • Dificuldade para ler ou enxergar objetos próximos;
  • Cansaço ocular após leitura ou uso prolongado de telas;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Necessidade de afastar objetos para conseguir foco.

Em alguns casos, o problema pode estar associado a astigmatismo, o que intensifica a sensação de visão embaçada e desconforto visual.

Como é feita a cirurgia para hipermetropia

A cirurgia refrativa a laser é um dos maiores avanços na oftalmologia moderna. O procedimento tem como objetivo remodelar a curvatura da córnea — a lente natural e transparente que recobre a parte anterior do olho — para que os raios de luz voltem a se concentrar corretamente sobre a retina.

Trata-se de um procedimento rápido e altamente preciso, realizado com anestesia local (colírio anestésico), sem necessidade de internação. A duração média é de 10 a 20 minutos, e o paciente pode retornar para casa logo após o término.

Atualmente, existem três principais técnicas cirúrgicas indicadas para correção da hipermetropia:

LASIK (Laser Assisted In Situ Keratomileusis)

É a técnica mais conhecida e utilizada no mundo. Nela, é criado um pequeno flap (ou “tampinha”) na córnea, que permite a aplicação do laser na camada interna do tecido. O laser esculpe a córnea, ajustando sua curvatura e corrigindo a refração da luz.

A recuperação costuma ser rápida e confortável, com retorno às atividades habituais em poucos dias.

PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa)

Indicado principalmente para pacientes com córneas mais finas. Nesta técnica, o epitélio corneano é removido para que o laser seja aplicado diretamente na superfície do olho.

O PRK tem excelentes resultados visuais, embora o pós-operatório seja um pouco mais lento e com leve desconforto nos primeiros dias.

LIO Fácica (Lente Intraocular)

Recomendada em casos de graus elevados, quando a cirurgia a laser não é indicada. Nessa técnica, uma lente é implantada dentro do olho, sem retirada do cristalino natural.

É um procedimento reversível e com resultados altamente previsíveis.

Indicações da cirurgia

A cirurgia para correção da hipermetropia é indicada para pacientes:

  • Maiores de 21 anos;
  • Com grau estabilizado há pelo menos 12 meses;
  • Que não apresentem doenças oculares ativas, como ceratocone, conjuntivite ou blefarite;
  • Com córnea de espessura adequada para a aplicação do laser;
  • Gestantes e lactantes não devem realizar o procedimento, já que as alterações hormonais podem interferir na refração ocular e comprometer o resultado.

Avaliação pré-operatória

Antes de indicar a cirurgia, é fundamental realizar uma avaliação completa, com exames que analisam a estrutura e o funcionamento dos olhos. Entre os principais exames, estão:

  • Topografia da córnea: avalia a curvatura corneana;
  • Paquimetria: mede a espessura da córnea;
  • Pupilometria: analisa o diâmetro da pupila em diferentes condições de luz;
  • Tomografia de Córnea (Pentacam, Gallilei): fornece uma análise tridimensional e detalhada do globo ocular;
  • Mapeamento da retina e refração completa.

Esses exames garantem a segurança e a personalização do tratamento, permitindo que o cirurgião planeje com precisão a técnica mais adequada a cada caso.

Pós-operatório e recuperação

Após a cirurgia, o paciente deve seguir orientações simples, mas essenciais para o sucesso do resultado:

  • Usar corretamente os colírios prescritos (antibiótico, anti-inflamatório e lubrificante ocular);
  • Evitar coçar ou pressionar os olhos;
  • Dormir com o protetor ocular no dia da cirurgia;
  • Proteger-se da luz solar intensa com óculos escuros de qualidade;
  • Evitar piscina, sauna e maquiagem nos primeiros dias;
  • Reduzir o uso de telas nas primeiras 48 horas.

A recuperação é rápida e progressiva. Em poucos dias, a maioria dos pacientes já percebe melhora significativa da visão e pode retomar suas atividades normais.

Benefícios da cirurgia para hipermetropia

  • Os resultados costumam ser extremamente satisfatórios, com taxas de sucesso superiores a 95%. Entre os principais benefícios estão:
  • Liberdade dos óculos e lentes de contato;
  • Visão nítida;
  • Maior conforto e praticidade no dia a dia;
  • Melhora da autoestima e da qualidade de vida.

Em muitos casos, pacientes que passaram a vida dependentes de óculos relatam uma verdadeira transformação em sua rotina após o procedimento.

Riscos e segurança

A cirurgia para hipermetropia é considerada muito segura, especialmente quando realizada por cirurgiões experientes e com tecnologia de ponta.

Complicações são raras e, na maioria das vezes, temporárias. Entre elas, podem ocorrer olho seco, sensibilidade à luz ou visão levemente turva nos primeiros dias — sintomas que desaparecem com o tempo e com o uso dos colírios adequados.

O acompanhamento pós-operatório é fundamental para garantir a boa cicatrização e monitorar a estabilidade visual.

Conclusão – liberdade visual começa com informação e confiança

A cirurgia para correção da hipermetropia representa um marco na oftalmologia moderna. Ela une precisão tecnológica, segurança e conforto, oferecendo aos pacientes a chance de enxergar com nitidez novamente — sem depender de óculos ou lentes.

Cada caso deve ser cuidadosamente avaliado, respeitando as particularidades anatômicas e as expectativas de cada paciente. Por isso, o primeiro passo é sempre uma consulta detalhada e personalizada.

Se você deseja recuperar a liberdade visual e conhecer as possibilidades de tratamento ideais para o seu caso, agende sua avaliação. Será um prazer orientá-lo com segurança e transparência em cada etapa do processo.

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